Em
qualquer debate público no palco das redes sociais é comum logo aparecer uma
hastag sugerindo uma campanha contra determinado grupo da imprensa.
No
atual cenário político onde as pessoas defende os seus escolhidos com uma
violência verbal e messiânica assustadora é comum que quando um determinado
jornal ou revista publique alguma notícia desfavorável ao seu político
preferencial inicie uma campanha contra àquele jornal.
Em
regra a campanha daquele seguidor é com uma hastag sugerindo boicote a rede
globo, a folha de são Paulo, ao Estadão e outros. E às vezes os disparos
odiosos são dirigidos ao colunista que trabalha naquela empresa, e os alvos
principais são: Reinaldo Azevedo, Carlos Andreazza, Felipe Moura Brasil,
Augusto Nunes, Paulo Henrique Amorin e outros.
E
a fúria dos internautas contra a imprensa é seletiva, pois, se a notícia ou o
comentário for favorável a sua “causa” o caluniado é rapidamente compartilhado
é levado ao altar da fama de ótimo jornalista, e este que não se iluda, porquê,
amanhã o mesmo será levado ao fundo do posso na mesma velocidade.
Desde
a campanha das Diretas Já a rede globo é rotulada de imprensa marrom e que
aliena o povo, e não é de hoje que a #foraglobo é cantada no meio da população,
pois, na década de 80 a marchinha preferida era “o povo não é bobo abaixo a
redeglobo”. Então, quer dizer que quem assiste a globo é bobo? Quer dizer que
quem liga para assistir o Faustão é um alienado? Só é pessoa culta e aceitável
se desligar a rede globo e rasgas a revista veja?
As
pessoas assistem a TV GLOBO porque gostam da programação e acreditar que a
globo aliena a população é o mesmo dizer que o Jair Bolsonaro ganhou a eleição por causa do Watssap e o Trump
venceu nos Estados Unidos por causa da ajuda da Rússia. E quem embarca nesta
narrativa que é o bobo e não a família reunida para assistir o Faustão aos
Domigos.
A
programação da Globo é horrível, mais tem quem goste; a Folha de São Paulo não
concede espaço para colunistas conservadores, mais tem quem leia; a Revista
veja é fraca em conteúdo, mais tem quem compre. Ou seja, o internauta tem que
parar de achar que a sua hastag irá influenciar os clientes destes grupos.
A
população assiste, ler, ouve e compra o que ela quiser e não será 140
caracteres que irá mudar a opinião e a decisão daquele consumidor. Você “guerreiro”
do twitter que acusa a imprensa faça a sua parte e sugira de forma honesta aos
seus seguidores o que seria uma imprensa de qualidade na sua visão. E é bom
lembrar este “guerreiro” das redes sociais que quando o mesmo menciona a
emissora ou o jornal que ele odeia e está dando o ibope que aquele grupo
precisa.
Campanhas
inteligentes e sem agressividade tem mais efeitos práticos. Olavo de Carvalho
em seu true out speak do dia 13.12.2006 conta que a rede Wall-Mart nos Estados
Unidos tentava de forma velada acabar com a expressão “merry christmas” segundo
Olavo era uma forma de esvaziar o sentimento cristão do Natal e que a rede
fazia campanha para a mudança para a expressão “Happy Hollydays”.
Os
conservadores cristãos americanos sem twitter, sem facebook, sem instagran e
sem grito e dentro da Igreja decidiram boicotar o consumo dos produtos da rede
Wall-Mart. O resultado foi catastrófico para a empresa americana que em uma
semana os produtos estavam apodrecendo nas prateleiras e rapidamente o
crucifixo, o menino jesus, o papai noel e um estridente “Merry Christmas!!!!”
voltaram a frequentar o ambiente das lojas da rede.
O
registro de Olavo é importante que não será o twitter e nem textão no Facebook
que irá mudar os movimentos da população e sim ação concreta, objetiva e sem
violência.
Não
gosta do jornal cancele a assinatura, não gosta da emissora da tv muda de
canal, a revista só fala em pornografia compra outra, o rádio só ataca a Igreja
muda de sitonia. Agora pare de pedir o fim da imprensa, ela está aí até hoje e
não será o “canhão” de seu texto de 140 caracteres que irá derrubá-los.
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