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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

DE CUBA, COM CARINHO

DE CUBA, COM CARINHO.
Após a leitura do livro de Yona Rodrigues, é inevitável alguns comentários deste Historiador em formação.
A Cuba “democrática” proíbe que seus cidadãos saiam do país.
Os EUA tentou convencer CUBA para que autorizasse a instalação de internet na ilha, porém, os ditadores governantes proibiu.
Os cubanos disputam os turistas que desembarcam na ilha para tentar ganhar gorjetas em dólares, tão demonizado por Fidel.
A maior felicidade de um cubano é quando ele devolve a carterinha do partido comunista, pois, todo cidadão é obrigado a abraçar a causa, só que todos já descobriram que esta causa imaginária já não existe a muito tempo, e as razões dada pelos dissidentes é a velhice ou inventam alguma doença.
Nas tragédias naturais localidades longínquas são esquecidas pelos políticos cubanos.
O medo é costumaz na ilha.
Houve festa em Cuba quando Fidel anunciou que seria autorizado a venda de computadores em CUBA, porém ele só esqueceu de avisar os milhares de empolgados com a notícia, de que só alguns poucos seriam agraciados.
As novelas da GLOBO serviram para enquadrar o comportamento da população cubana em especial, Escrava Isaura e Vale Tudo, a segunda que mostrava uma vendedora de sandwich na praia atingindo o sucesso financeiro.
Em CUBA só usa internet que for estrangeiro, e a autora do livro é obrigada a se passar por turista para conseguir publicar os seus textos em seu famoso blog Gneration.
Quando o muro de Berlin caiu, do lado oriental não se sabia o que era uma banana, e esta fruta tinha em excesso em Cuba, e a autora se espantou com a notícia da Alemanha, porém, viveu a mesma escassez de banana quando a ajuda soviética encerrou.
No período da gripe suína houve um alarde mundial, onde todos deveriam evitar aglomerações, e esse período coincidiu com os festejos do aniversário da Revolução Cubana, mesmo com os riscos o evento foi mantido, pois, para os Ditadores era mais importante adular o Ditador do que cuidar e prevenir a saúde da população. É importante que o alarde mundial nunca se espalhou e nada aconteceu na ilha no que se refere a gripe suína.
O Presidente dos Estados Unidos sinalizou para reatar as relações com Cuba, ao invés do governo debater com a população sobre a proposta feita na reunião da cúpula das américas, Fidel preferiu transmitir a população o discurso de 120 minutos de Daniel Ortega, e ao final dizer que a luta contra o Imperialismo iria continuar, ou seja, o povo cubano mais uma vez terá que aguardar.
No auge do comunismo a mesa dos cubanos era farta, e quando o regime entrou em processo de decadência dos regimes socialistas em todo o mundo, as famílias cubanas passaram por horríveis períodos de racionamento alimentar, onde a ração para cada família foi reduzida, e vários produtos saíram de circulação, como: frango, porco, picadinho e outros.
Os atuais dirigentes políticos de CUBA não tem qualquer interesse em mudar a atual situação da Ilha, pois, o estado em que se encontra CUBA traz um conforto a este minoria política, que pode desfrutar da riqueza material que o país possui, e ainda aproveitar das mordomias oficiais que o partido permite.
E uma eventual abertura política de CUBA, traria ao povo cubano uma revolução cultural e moral, e os atuais valores cubanos passariam a ser contestados e por certo a mordomia oficial dos atuais dirigentes encerraria, ou ao menos diminuiria.
Um outro aspecto que faz com que não sejamos otimista em relação a abertura da ilha, é que bastará pouco tempo para que a população descobrir que foram enganados por mais de meio século, e que o temido imperialismo americano não tem pretensão em invadir a ilha a muito tempo, e este Imperialismo é muito mais amigo do que a Revolução quis fazer crer. Imagine a desmoralização pública destes governantes cubanos. A farsa da causa socialista seria desmontada, e dificilmente um cidadão cubano iria perdoar meio século de enganação cultural.
Em CUBA veículos e eletrodomésticos sofisticados eram enviados pelo Kremilin e distribuídos pela meritocracia cubana e ditada pelo governo e os agraciados eram proibidos de transferir os veículo. Essa prática graciosa de exercício de propriedade foi batizada por Fidel como “socialismo real”, ou seja, uma propriedade frágil e facilmente confiscável.
Para um cidadão cubano comprar qualquer carro ou um produto melhorado, o mesmo era obrigado a passar por severo processo de investigação social a fim de que fosse atestado a LIMPEZA IDEOLÓGICA do comprador. E neste rigoroso controle estatal, formentou um comércio paralelo em Cuba, muito rentável e pouco fiscalizável.
O livro traz uma interessante expressão do “fantasma cívico”, que consiste no cidadão cubano que não possuía proteção estatal, quando o mesmo não fosse filiado ao partido, ou se o mesmo não tivesse um registro sindical, ou não fosse beneficiário de algum benefício oficial. Este cidadão não existia para a burocracia estatal.
O livro relata o fuzilamento de 3 cidadãos cubanos que tentaram chegar em Miami. Este fato foi amplamente noticiado na imprensa internacional e fez com que um conceituado comunista, o Saramago rompesse com Fidel. Porém, as barbaridades do regime cubano continuaram a revelia do mundo civilizado.
Cada família cubana só tem direito a meio quilo de frango por mês. Além da tortura alimentar imposta pelo governo cubano, ainda havia a ameaça de tortura por parte do Ministério da Cultura que proibia qualquer manifestação cultural que criticasse o governo.
Em cuba um negócio rentável era a instalação de tv a cabo clandestina, onde a população tinha acesso aos “horrores do capitalismo”, e o governo cubano tinha e tem o maior pavor que a população saiba o quanto é bom viver em um país com liberdade.
As escolas estão em péssima condições, sem carteira, e professores desqualificados, sem copiadoras, e banheiros imprestáveis sem condições de uso, e o livro desmonta outro mito cubano de que a educação é perfeita, e produz gênios a rodo. Mentira!!!!!!!
Não tem caneta em CUBA, tudo tem que ser escrito a lápis, porém, os males do governo cubano jamais serão apagados, pois, sempre terá alguém como a Yoni e este Historiador em formação para contar a História real.
Os assaltos cubanos relata o livro, aumentaram no período de falta de alimentos, principalmente nas área de ferrovias, onde camponeses famintos roubavam os carregamentos de alimentos.
As propagandas turísticas com muito luxo e belas mulatas, escondem a pobreza cultural e econômica de Cuba.
Com a queda da Urss, a Venezuela de Chaves passou a ser a principal aliada, e o Ditador da Venezuela passa a fornecer picadinho, e a população cubana sabendo do agrado venezuelano batizou àquela esmola de “picadinho enviado por Chaves”
Em 1961 Fidel declarou que a Revolução era para os humildes, porém, ele esqueceu de avisar que este povo humilde seria humilhado, com muita miséria, falta de alimentos, uma saúde precária, uma educação pífia, e se não bastasse tudo isso, o Ditador dos “pobres” esqueceu de lembrar a população que eles não teriam direito de contestar o regime.
O livro conta que os cubanos que conseguiam fugir da ilha, tinham que conviver com a ameaça que os familiares deixado para trás iriam experimentar, e essa era a regra do governo cubano, a fim de desencorajar outras fugas do “paraíso cubano”.
O parlamento Cubano é uma piada pronta, onde todos reconhecem o problema, porém, ninguém tem coragem de apontar as causas, e sugerir soluções. O temor dos parlamentares é de sugerir alguma boa idéia, que seja interpretada como crítica a Fidel, e tal ofensa acabe gerando uma previsível condenação a morte.
Em uma sessão do parlamento cubano, que merece ser escrito com letras minúsculas, Raul Castro arrotando liderança estadista sugere como solução para a crise no abastecimento que seja reduzido os subsídios. O irmão do ditador é aplaudido de pé pelos apedeutas de plantão, e ninguém teve coragem de dizer que tal redução iria trazer redução no quinhão da família cubana, portanto, mais fome e miséria aos humildes que Fidel prometeu cuidar em 1961.
O povo cubano não comemora o natal, e o mesmo não tem qualquer motivação para abraçar os amigos nas ruas, e esta situação de depressão cívica e religiosa foi causada propositalmente pelo Governo Cubano que tem toda a intenção em manter a população neste estado de submissão política e conformismo social.
Na área de saúde, o livro relata que um Hospital falta material básico para um tratamento, seringa , remédio, algodão inexistem. Os quartos não tem ar condicionado, e funcionam com um ventilador, e os médicos não tem qualidade e nem compromisso com a profissão, e tem o péssimo hábito em não dizer a real situação do paciente, que vai morrer e não sabe do real quadro. Este tópico do livro também desmonta o paraíso da medicina cubana, tão aplaudido pela esquerda brasileira.
Fidel não aceita oposição, e não aceita ser contestado, Huber Matos, que apoiou a Revolução, ao tomar ciência dos crimes de Che e de Fidel pediu exoneração a Fidel do cargo de Ministro, e Fidel aceitou o pedido, porém, mandou prender o aliado, e o mesmo ficou em uma solitária por 20 anos. É assim que Fidel trata os seus amigos, com muito ódio. E ainda tem gente que acredita na ternura deste monstro.
A prostituição virou meio de vida em Cuba.
A elite intelectual mundial insiste em vender a imagem que Fidel e Che são pessoas humanitárias e democráticas, que a sua revolução foi benéfica, e a Ditadura foi benigna. O mundo tem que abrir os olhos para estes Canalhas sociopatas, que pretender desconstruir sua imagem perante o mundo, porém, as pessoas de bem não podem permitir isso.
É inaceitável e inexplicável sob qualquer enfoque o mundo assistir de joelhos, Raul Castro, mediando um acordo de “paz” entre as FARC e a Colombia. Como pode permitir isso?, daqui a pouco o Fernandinho Beira Mar estará estimulando a conciliação entre nações.. Não podemos deixar que isso ocorra.
E se você é da esquerda caviar, e não goste do livro, por favor, se mude para CUBA, e vá desfrutar dos benefícios daquele regime sanguinário

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