I-ESTADO GETULISTA (1930-1945)
I.1-RELAÇÃO ESTADO E IGREJA.
Getúlio
Vargas tornou-se Presidente da República através do golpe em 1930, e pelas urnas
em 1950. Vargas foi Promotor Público, Governador, Deputado Estadual, Deputado
Federal, e era o orgulho de sua cidade natal a pequena São Borja no Rio Grande.
No
início do governo de Getúlio em 1930, foi relevante a ajuda da Igreja, a mesma
sempre manteve relações com o Estado, mais na gestão no início do governo
provisório de Getúlio essa relação se
estreitou como se observa pela
Construção do Cristo Redentor, e a obrigatoriedade de ensino religioso nas
escolas públicas.
No
governo provisório de Getúlio Vargas, que dava a impressão que não seria tão
provisório como prometera o Presidente Vargas a linha administrativa era de
centralização total, e o Congresso foi fechado, e os Governadores foram
destituídos, e os parlamentares que haviam sido eleitos democraticamente
tiveram os seus mandatos cassados, e foram nomeados Interventores Federais para
o lugar dos Governadores.
O
Estados tiveram diminuídas sua autonomia, e não poderiam contrair empréstimos
internacionais sem a anuência do Poder Central, e só poderiam utilizar 10% da
receita líquida, ou seja, o gestor estadual estava totalmente dependente do
Poder Central, com as contas comprometidas e submissa a conveniência e
oportunidade do Governo Federal.
I.2-A POLÍTICA DO CAFÉ
E
dando prosseguimento a sua política centralizadora Getúlio federalizou a
produção de café, impondo manifesto prejuízo financeiro aos Estados, pois, os
preços e as regras do comércio cafeeiro passaram a ser definidas pelo Governo
Federal, sem que fosse observado as realidades locais, e alterando a relações
comerciais que já estavam consolidadas, antes desta federalização.
O
Governo Federal para manter o preço do café equilibrado no mercado interno,
passou a utilizar o imposto da importação para comprar a produção do café, porém,
este produto não era ofertado à população e sim destruído, tudo isso, para
evitar a diminuição do preço do café.
Esta
política de renúncia fiscal em prejuízo ao erário público, gerou a destruição
de 80 milhões de toneladas do “ouro preto”.
I.3-A POLÍTICA TRABALHISTA.
A
política trabalhista do governo de Getúlio Vargas, foi a mais coerente,
deixando um legado de leis trabalhistas, que foram incorporados aos
trabalhadores, e são aplicados até os dias atuais. É pertinente destacar: a
promulgação da CLT, que trouxe ao mundo jurídico uma série de direitos
trabalhistas de forma consolidada, tais como: limite de jornada de trabalho,
férias, 13º salário, salário família, repouso semanal remunerado e outros.
I.4-EDUCAÇÃO
O governo tinha a intenção de acabar com o
analfabetismo e formar uma classe intelectual, porém, a missão não seria fácil,
pois, cada Estado tinha uma regra para a Educação, e houve a tentativa de
Federalizar o ensino com a criação de um Ministério da Educação.
Vargas
flertava com o Fascismo, mais na educação, o Ditador adotou uma política
autoritária e não fascista, onde as regras da educação viriam de cima para
baixo.
Getúlio
por Decreto definiu o Estatuto das Universidades, e que serviram de base para o
ensino universitário.
No
ensino secundário o Governo Federal criou a figura do Diploma para ingresso no
curso superior, e criou a obrigatoriedade de frequência e a exigência de tempo
nas séries.
As
melhores Universidades do país estavam em São Paulo e na capital federal (RJ),
e funcionavam sem subsídios federais, o que serve para demonstrar o fracasso da
autoritária política educacional do governo provisório.
É
pertinente registrar que a Universidade do Distrito Federal (RJ) não resistiu
ao assédio administrativo e os seus próprios Fundadores entregaram o ensino
superior do Rio de Janeiro para a gestão federal, ao contrário do Estado de São
Paulo, que continuou na gerência dos cursos superiores. E o acerto do
posicionamento paulista, foi confirmado no futuro, onde a USP tornou-se a
melhor Universidade da América Latina, e passou a ser o principal centro de
pesquisa do país.
A
Igreja influente no governo também quis interferir na Educação, e exigia a
obrigatoriedade de ensino religioso nas escolas públicas e privadas, sendo que
este ensino teria que ser diferenciado para Homens e Mulheres, pois, para o
clero cada um teria um destino profissional individual.
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