COLLOR E DILMA FORAM
VÍTIMAS DE UM GOLPE
No
curso do processo de processo de impedimento da Presidente Dilma alegando o
aspecto da legalidade sempre compreendi que o processo estava previsto na
Constituição Federal e qualquer governante que aceitasse ser Presidente da
República teria que aceitar as regras do jogo, e contribuiu para a formação de
minha opinião o mar de lama revelado pela operação Lava Jato onde mostrou uma
estrutura criminosa de poder.
Com
a leitura do livro “COLLOR PRESIDENTE” de Marco Antonio Villa mudei de opinião
e cheguei a conclusão que tanto Collor como Dilma foram vítimas de um processo
viciado com a decisão anunciada com muita antecedência.
A
semelhança de Collor e de Dilma é que ambos não tiveram uma única prova contra
a sua pessoa, porém, os mesmos tiveram que ser julgados por parlamentares
envolvidos em apuração de crimes na seara da Lava Jato para a Dilma, e no caso
de Collor foi julgado a partir de uma CPI que era para apurar o crime do PC
FARIAS, o mesmo era o investigado, o mesmo mantinha relações com o governo, e a
CPI era apurar a conduta deste senhor, porém, a CPI extrapolou o limite de sua
investigação e decidiu incluiu COLLOR como responsável por todos os males do
governo. Gilmar Mendes atual ministro do STF fez a defesa de Collor e o mesmo argumentou neste sentido.
Collor
e Dilma foram eleitos pela população se o povo acreditou em suas promessas, se
o povo aceitou o estelionato eleitoral, se os mesmos estavam fazendo um péssimo
governo, é o ônus que o país tem que aguentar, porém, tirar um governante do
poder aclamado pelas urnas só porquê a popularidade está em baixa jamais pode
ser parâmetro para retirar um Presidente do cargo.
Marco
Antonio Villa com fontes e entrevistas com agentes ainda vivo nos traz
informações preciosas de como todo o processo de COLLOR já estava contaminada
com o pré julgamento, e com uma celeridade irresponsável, pois, violou a ampla
defesa, qualquer pedido de COLLOR era indeferido, qualquer requerimento de
adiamento era indeferido, e a pressa do Senado era tamanha que realizou uma
sessão extraordinário no dia de Natal, tudo para que a condenação atendesse a
urgência e a conveniência do Congresso.
O
Congresso por sua vez estava preocupado com os cargos no governo de ITAMAR, e
não se importava com um julgamento justo para o COLLOR. O livro conta que na
véspera da votação ainda da admissibilidade na Camara houve um jantar com Collor com a
presença de centenas de Deputados, e estes no dia votação apoiaram o
afastamento, e na ocasião tiveram orgulho em gritar “pela minha família, pela
minha honra, pelo meu caráter...”
O
povo foi as ruas, e os movimentos eram legítimos porém, a imprensa não mostrava
disposição em enfatizar a defesa do Collor, e a narrativa dos meios de
comunicação sempre eram na direção a favor do afastamento.
FHC,
Ulisses Guimarães, Brizola todos eram contra o impeachment , porém, todos foram
oportunistas e quando viram o povo nas ruas mudaram de lado, pois, estavam
pensando cada um em seu futuro político estavam se lixando pela causa nacional.
Collor
era arrogante, Dilma era despreparada, Collor era uma caricatura, Dilma fingia
uma intelectualidade que não tinha, Collor era um exibicionista, e ambos faziam
um péssimo governo, e a população experimentava uma crise jamais vista neste
país. Porém, foi esta população que colocou estes incompetentes no poder e esta
população tem que arcar com este ônus, pois, admitir uma incapacidade do
eleitor é querer desmoralizar todo o processo eleitoral brasileiro.
A
historiografia dedica milhares de páginas para falar mal de Collor, e não
menciona o legado positivo do Presidente Collor, e o livro de Marco Antonio
Villa faz justiça ao alagoano e aponta as melhorias estruturais na economia e
que deram suporte para o sucesso do PLANO REAL DE ITAMAR FRANCO.
Collor
e Dilma não mereciam perder o cargo. Leiam o livro e depois comentem.
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