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domingo, 17 de fevereiro de 2019

A FORÇA SINDICAL E A SUA IMPORTÂNCIA NA CAMPANHA DAS DIRETAS JÁ


FORÇA SINDICAL. O movimento sindical sempre foi forte muito ante da chegada do PT ao mundo político e na atualidade não são poucos que acreditam que o movimento sindical só ganhou força com a fundação do PT. Os Sindicatos já eram forte desde 1964, e o governo militar tolerou o registro do PT mesmo sabendo que em seus quadros haviam comunistas declarados.
O PT teve competência para se apresentar como legítimo representante das classes sindicais e junto com o desenvolvimento industrial do Brasil o PT também cresceu, pois, o número de trabalhadores com carteira assinada aumentou e como a contribuição sindical era obrigatória e não havia a obrigação de prestação de contas deste imposto sindical as entidades sindicais passaram a gozar de ótimo orçamento que poderiam ser usados sem qualquer fiscalização e o PT era o principal porta voz destas entidades sindicais. E com um bom orçamento estas entidades sindicais poderiam organizar qualquer comício com a melhor estrutura e sem depender de estruturas oficiais ou vaquinhas partidárias.
O curioso é que os verdadeiros comunistas e que sempre estiveram ao lado dos trabalhadores e dos sindicatos e que viviam na clandestinidade eram os integrantes do PCB e do PC do B e os mesmos passaram a viver a sombra do PT que só veio ao mundo político na década de 80. O PMDB também perdeu os seus quadros mais esquerdistas.
PMDB não tinha uma boa relação com a CUT nem a CGT, e o PT e a CUT queriam organizar uma greve geral para ser deflagrada em apoio as DIRETAS JÁ. O PMDB não gostava da ideia em parar o país em um momento de grave crise econômica os líderes do PMDB eram contra a qualquer paralisação e temiam que o PT liderasse um movimento e o partido ficasse em segundo plano. O PT sempre foi ambicioso em seu projeto político e não aceitava viver sob o comando do PMDB o PT queria liderar as esquerdas e não aceitava este protagonismo do PMDB e de Ulysses Guimarães.
SETEMBRO/1983. AEmenda Dante de Oliveira seria votada no plenário da Câmara e a única certeza que havia era de quem ninguém sabia o que poderia ocorrer no dia da votação. Os movimentos políticos eram velados, alguns evitavam declarações públicas, os que eram a favor temiam o colégio eleitoral, os que eram contra temiam as próximas eleições para o parlamento, ou seja, a comunidade política vivia com uma infinidade de ponto de interrogações.
A votação do Decreto Lei 2024 no Congresso Nacional que estabelecia regras de políticas econômicas e traria um excessivo sacrifício para a classe trabalhadora parecia mais uma Lei que seria lida e aprovada no plenário. Porém, o Governo Federal pela primeira vez durante todo o período do regime militar percebeu que a base de apoio no Congresso não era tão fiel ao planalto como se imaginava e a votação deste Decreto 2024 revelou que o Governo Federal teria dificuldades para rejeitar a aprovação da Emenda Dante de Oliveira, pois, sua base não parecia tão coesa como em outros tempos.
O Senador Paraense ALOYSIO CHAVES como líder do PDS ao defender o Decreto 2024 foi surpreendido como uma reação hostil das galerias do Senado e ficou sem saber o que fazer e a população invadiram o plenário e os parlamentares temiam pelas suas vidas, o Deputado paraense Jorge Arbage literalmente fugiu para o seu gabinete com medo de ser agredido pela enfurecida população. Diante daquele caos institucional o Presidente do Congresso suspendeu a sessão e o Senador Aloysio Chaves interveio para que o Presidente Nilo Coelho reconsiderasse sua decisão, e o Presidente indeferiu a questão de ordem e no clima do que o povo queria foi categórico “Sou Presidente do congresso e não do PDS”. Os congressistas perceberam que a população não iria aceitar passivamente a rejeição da Emenda Dante de Oliveira e a mentalidade e o sentimento dos brasileiros era de querer escolher o seu candidato a Presidente. Os parlamentares do PDS aprovavam todas as matérias no Congresso e haviam perdido a habilidade em lidar com situações adversas e pela primeira vez desde o regime militar o governo percebeu que estava percebendo o prestígio no congresso e junto a população.

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